
Estou realizando uma série de devocionais com
o meu filho Daniel. Temos nos edificado mutuamente e gostaria de continuar compartilhando com você leitor estas reflexões.
Hoje quero dividir com você o seguinte texto:
Partindo eu
para a Macedônia, roguei-lhe que permanecesse em Éfeso para ordenar a certas
pessoas que não mais ensinem doutrinas falsas, e que deixem de dar atenção a
mitos e genealogias intermináveis, que causam controvérsias em vez de
promoverem a obra de Deus, que é pela fé. O objetivo desta instrução é o amor
que procede de um coração puro, de uma boa consciência e de uma fé sincera. Alguns
se desviaram dessas coisas, voltando-se para discussões inúteis, querendo ser
mestres da lei, quando não compreendem nem o que dizem nem as coisas acerca das
quais fazem afirmações tão categóricas.
1 Timóteo 1:3-7
Eis o que o me chama a atenção no texto:
1. A confiança
que Paulo tem em Timóteo: “Partindo eu
para a Macedônia, roguei-lhe que permanecesse em Éfeso para ordenar...”
Paulo confia em Timóteo não apenas por causa
da relação afetiva que existia entre eles. Confiar em alguém com base na
afetividade é um problema, pois os atritos pessoais que surgem no relacionamento,
quando mal resolvidos, podem criar mágoa e rancor causando a desconfiança.
É certo que no relacionamento de Paulo e
Timóteo não percebemos a existência destes tipos de atritos, mas quando se olha
para 2ª Timóteo encontramos algumas expressões que para mim refletem palavras
duras:
“Por essa
razão, torno a lembrar-lhe que mantenha viva a chama do dom de Deus que está em
você mediante a imposição das minhas mãos. Pois Deus não nos deu espírito de
covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio. Portanto, não se envergonhe de
testemunhar do Senhor, nem de mim” (...) 2 Timóteo 1:6-8
Entretanto não encontramos nenhuma evidência
de mágoa, antes se tornam palavras de admoestação e exortação calcadas num
relacionamento afetivo do tipo “pai e filho”. Portanto, a confiança que Paulo
depositava em Timóteo vinha também do reconhecimento da CAPACIDADE de Timóteo
(cf. 2Tm 3:14-17).
Querido Daniel, ao pensar no nosso
relacionamento sei que você não duvida do meu amor, mas quero afirmar, assim
como Paulo fez com Timóteo, que confio em você e sei do seu potencial. Afinal
como o Tio Gilcemar gosta de citar: “grandes poderes trazem grandes
responsabilidades”.
2. Podemos
perder o foco da verdade preocupando-nos com fatos irrelevantes: “ordenar a certas pessoas que não mais
ensinem doutrinas falsas, e que deixem de dar atenção a mitos e genealogias
intermináveis, que causam controvérsias em vez de promoverem a obra de Deus”.
Dirigir todo o nosso potencial e energia em
situações secundárias e insignificantes roubam a oportunidade de realizarmos
aquilo que é prioridade. Uma verdade básica em todo curso de administração, mas
que a própria Bíblia já nos alertava.
O que percebo aqui é a grande preocupação em
discutir e promover ensinos que desviam do verdadeiro propósito do evangelho
que é a salvação e o desenvolvimento dela para glória e honra do SENHOR.
Fico pensando: - “Será que estou utilizando
bem o meu tempo e energia em promover aquilo que é certo?” Assim como você,
tenho as minhas responsabilidades relacionadas ao trabalho e com a nossa
família, mas também preciso ter meu momento com Deus; ou seja, desenvolver
minha devoção. O que me faz pensar sempre: - “Será que não estou confundindo as
coisas: trabalho e devoção?” É por isso que resolvi compartilhar com você as
minhas devoções.
3. A busca
pela verdade essencial produz bons resultados em contrastes com aqueles que se
focam em trivialidades: “O objetivo desta
instrução é o amor que procede de um coração puro, de uma boa consciência e de
uma fé sincera. Alguns se desviaram dessas coisas, voltando-se para discussões
inúteis, querendo ser mestres da lei, quando não compreendem nem o que dizem
nem as coisas acerca das quais fazem afirmações tão categóricas.”
O bom resultado que a verdade essencial
produz é múltiplo: coração puro, boa consciência e fé sincera.
As trivialidades produzem: o desvio da
verdade, inutilidade e a falsa aparência.
É um grande contraste!
Mais uma vez sou levado a pensar: o que tenho
produzido em minha vida e devoção?
O que você pensa destas coisas?
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