segunda-feira, 30 de abril de 2012

Compartilhando o que me deixa feliz (2)


Estou realizando uma série de devocionais com o meu filho Daniel. Temos nos edificado mutuamente e gostaria de continuar compartilhando com você leitor estas reflexões.

Hoje quero dividir com você o seguinte texto:

Partindo eu para a Macedônia, roguei-lhe que permanecesse em Éfeso para ordenar a certas pessoas que não mais ensinem doutrinas falsas, e que deixem de dar atenção a mitos e genealogias intermináveis, que causam controvérsias em vez de promoverem a obra de Deus, que é pela fé. O objetivo desta instrução é o amor que procede de um coração puro, de uma boa consciência e de uma fé sincera. Alguns se desviaram dessas coisas, voltando-se para discussões inúteis, querendo ser mestres da lei, quando não compreendem nem o que dizem nem as coisas acerca das quais fazem afirmações tão categóricas.
1 Timóteo 1:3-7

Eis o que o me chama a atenção no texto:

1. A confiança que Paulo tem em Timóteo: “Partindo eu para a Macedônia, roguei-lhe que permanecesse em Éfeso para ordenar...”
Paulo confia em Timóteo não apenas por causa da relação afetiva que existia entre eles. Confiar em alguém com base na afetividade é um problema, pois os atritos pessoais que surgem no relacionamento, quando mal resolvidos, podem criar mágoa e rancor causando a desconfiança.
É certo que no relacionamento de Paulo e Timóteo não percebemos a existência destes tipos de atritos, mas quando se olha para 2ª Timóteo encontramos algumas expressões que para mim refletem palavras duras:
“Por essa razão, torno a lembrar-lhe que mantenha viva a chama do dom de Deus que está em você mediante a imposição das minhas mãos. Pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio. Portanto, não se envergonhe de testemunhar do Senhor, nem de mim” (...) 2 Timóteo 1:6-8
Entretanto não encontramos nenhuma evidência de mágoa, antes se tornam palavras de admoestação e exortação calcadas num relacionamento afetivo do tipo “pai e filho”. Portanto, a confiança que Paulo depositava em Timóteo vinha também do reconhecimento da CAPACIDADE de Timóteo (cf. 2Tm 3:14-17).
Querido Daniel, ao pensar no nosso relacionamento sei que você não duvida do meu amor, mas quero afirmar, assim como Paulo fez com Timóteo, que confio em você e sei do seu potencial. Afinal como o Tio Gilcemar gosta de citar: “grandes poderes trazem grandes responsabilidades”.

2. Podemos perder o foco da verdade preocupando-nos com fatos irrelevantes: “ordenar a certas pessoas que não mais ensinem doutrinas falsas, e que deixem de dar atenção a mitos e genealogias intermináveis, que causam controvérsias em vez de promoverem a obra de Deus”.
Dirigir todo o nosso potencial e energia em situações secundárias e insignificantes roubam a oportunidade de realizarmos aquilo que é prioridade. Uma verdade básica em todo curso de administração, mas que a própria Bíblia já nos alertava.
O que percebo aqui é a grande preocupação em discutir e promover ensinos que desviam do verdadeiro propósito do evangelho que é a salvação e o desenvolvimento dela para glória e honra do SENHOR.
Fico pensando: - “Será que estou utilizando bem o meu tempo e energia em promover aquilo que é certo?” Assim como você, tenho as minhas responsabilidades relacionadas ao trabalho e com a nossa família, mas também preciso ter meu momento com Deus; ou seja, desenvolver minha devoção. O que me faz pensar sempre: - “Será que não estou confundindo as coisas: trabalho e devoção?” É por isso que resolvi compartilhar com você as minhas devoções.

3. A busca pela verdade essencial produz bons resultados em contrastes com aqueles que se focam em trivialidades: “O objetivo desta instrução é o amor que procede de um coração puro, de uma boa consciência e de uma fé sincera. Alguns se desviaram dessas coisas, voltando-se para discussões inúteis, querendo ser mestres da lei, quando não compreendem nem o que dizem nem as coisas acerca das quais fazem afirmações tão categóricas.”
O bom resultado que a verdade essencial produz é múltiplo: coração puro, boa consciência e fé sincera.
As trivialidades produzem: o desvio da verdade, inutilidade e a falsa aparência.
É um grande contraste!
Mais uma vez sou levado a pensar: o que tenho produzido em minha vida e devoção?
O que você pensa destas coisas?

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