Estava revendo alguns arquivos e reencontrei este que segue transcrito abaixo. O texto é de Max Lucado e foi traduzido pelo Marcos Soares. O interessante é que ao relê-lo revivi as mesmas reações que tive na primeira vez.
Espero que você o aprecie tanto quanto eu.
O povo da caverna
Max Lucado – Tradução Marcos Soares
Há muito tempo atrás, ou talvez não muito tempo assim, havia uma tribo em uma caverna fria e escura. Os habitantes da caverna se apertavam e gritavam contra o frio. Eles se lamentavam em voz alta e demoradamente. Era só isso que faziam. Era tudo o que sabiam fazer. Os sons na caverna era tristes, mas as pessoas não sabiam disso, porque nunca tinham conhecido a vida.
Mas, então, um dia eles ouviram uma voz diferente. "Eu ouvi seu choro" ela disse. "Eu senti seu frio e vi as suas trevas. Eu vim para ajudar".
Os habitantes da caverna permaneceram em silêncio. Eles nunca tinham ouvida esta voz. A esperança soava estranho aos seus ouvidos. "Como é que vamos saber que você veio ajudar?"
"Confiem em mim", ele respondeu. "Eu tenho o que vocês precisam".
O visitante ficou em pé e falou na direção das vozes: "Eu tenho o que vocês precisam". Com isso ele virou-se para a pilha a seus pés e acendeu-a. A madeira pegou fogo, chamas levantaram-se e a luz encheu a caverna.
O povo da caverna afastou-se com medo.
O estranho chegou perto do fogo. "Vocês prefeririam a escuridão? Prefeririam o frio? Não consultem seus temores. Dêem um passo de fé. Por um bom tempo ninguém falou. As pessoas pairavam em grupos cobrindo os olhos. O fazedor de fogo ficou de pé próximo do fogo. "Está quente aqui", convidou.
"Ele está certo", alguém atrás dele anunciou. "Está mais quente". O estranho virou-se e viu um vulto caminhando em direção ao fogo. "Eu consigo abrir meus olhos agora", ela proclamou. "Eu consigo ver". "Chegue mais perto", convidou o fazedor de fogo. Ela chegou. Ela caminhou para o anel de luz. "Está tão quente!" Ela estendeu as mãos e suspirou quando o frio começou a passar. "Venham, todos! Sintam o calor", ela convidou.
"Quieta, mulher", gritou um dos habitantes da caverna. "Vai ousar nos arrastar para a sua tolice? Deixe-nos e leve sua luz com você".
Ela virou-se para o estranho. "Por que eles não virão?" "Eles escolhem o frio, porque embora é frio, é o que eles conhecem. Eles preferem ficar com frio do que mudar." "E viver no escuro?" "E viver no escuro!"
Agora quente a mulher ficou em silêncio. Olhando primeiro no escuro e depois no homem. "Você vai sair do fogo?", ele lhe perguntou. Ela fez uma pausa e então respondeu: "Eu não posso. Eu não consigo suportar o frio". Então ela falou novamente: "Mas também não posso suportar pensar no meu povo no escuro”. "Você não tem que fazer isso", ele respondeu, alcançando o fogo e tirando um graveto. "Leve isto para o seu povo. Diga-lhes que a luz está aqui e que a luz é quente. Diga-lhes que a luz é para todos os que quiserem". E assim ela pegou a pequena chama e caminhou para dentro das sombras.













