quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Compartilhando o que me deixa feliz

Daniel e eu no dia do seu batismo

Estou realizando uma série de devocionais com o meu filho Daniel. Temos nos edificado mutuamente e gostaria de compartilhar com você leitor estas reflexões.

Hoje li o seguinte texto:

Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, por ordem de Deus, nosso Salvador, e de Cristo Jesus, a nossa esperança, a Timóteo, meu verdadeiro filho na fé: Graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, o nosso Senhor.
1 Timóteo 1:1-2

A carta de Paulo a Timóteo é chamada de epístolas pastorais, pois contém instruções de Paulo para Timóteo quanto à sua conduta e orientação para a igreja em Éfeso. Mas é também uma carta de caráter pessoal no qual Paulo age como pai instruindo o amado “filho” Timóteo. A Bíblia não deixa claro que Paulo fosse casado ou que tivesse filhos, por isso o seu relacionamento com Timóteo fosse muito mais afetivo do que por admiração de um jovem adulto com potencial.
Tem em mente isso, pensei na nossa relação. Eu te amo e gostaria de deixar marcas e instruções para a sua vida, de forma que você pudesse desfrutar da plenitude de um relacionamento com Deus. Talvez isso seja reflexo da última mensagem que compartilhei na MOCIDADE.

Neste pequeno texto algumas coisas me chamam a atenção:

1. O apóstolo Paulo tem uma responsabilidade que ele entende como sendo uma “ordem” ou “mandato” do SENHOR.
Certamente a ordem a que se refere é o seu chamado missionário (cf. At 13:2), que estava previsto desde o primeiro dia de sua nova vida (cf. At 9:15, 16).
O que me chama a atenção não é a ordem para ser um missionário, de levar a mensagem do evangelho aos gentios, reis e judeus num contexto de aflições e sofrimentos muitas vezes.
O que me incomodou foi pensar em que ao ouvir este chamado anos depois em Antioquia (cf. At 13:2), depois de ter-se preparado intelectualmente, refletindo sobre a Palavra de Deus e as palavras e obras de Jesus, ele responde prontamente e imediatamente. Ele obedece ao chamado!
Se você me perguntar quando foi que eu ouvi o chamado do Senhor e quando foi que eu deixei tudo e obedeci, não saberei dizer. Sei que ao final do meu tempo em Juiz de Fora, me preparando para o vestibular, passando entre os cem primeiros na classificação e redação, o meu desejo intenso era conhecer a Bíblia. Queria conhece-la para defender a minha fé. Não me importei em ter desistido, pois tinha paz e estava sendo levando a algo que satisfazia o meu coração e anseio. Será que foi assim que Paulo se sentiu ao responder o Espírito de Deus que o separava juntamente com Barnabé para as missões?
Vejo que o apóstolo não só obedeceu prontamente nesta ocasião como em muitas outras, ao ser direcionado pelo Espírito Santo (cf. At 16:6-10).
Meu querido filho, obedecer às instruções de Deus, ao chamado de Deus, é a melhor e maior ação que podemos ter em nosso relacionamento com o SENHOR. Pois isto nos coloca no meio da plenitude de relacionamento com Deus.
Olhando para minha vida, posso ver alguns momentos em que não obedeci ao SENHOR. Já resolvi isso com Ele, e fui perdoado. Contudo não quero voltar a fazê-lo. Esta é a razão para compartilhar com você o que me deixa feliz.
A segunda palavra e situação que chamou a minha atenção foi...
2. O apóstolo colocar no seu relacionamento com o Senhor Jesus a sua esperança. Ou seja, Cristo é o objeto no qual a esperança é estabelecida.
Fiquei então pensando: o que é esta esperança? Dei uma olhada num dicionário e fiquei mais encantado ainda com a expressão.
Ele diz: “Esperança é a antecipação feliz do que é bom”, sendo que no Novo Testamento três adjetivos a classificam como “boa” (2Ts 2:16), “bem-aventurada” (Tt 2:13) e “viva” (1Pe 1:3).
Ou seja, o Senhor Jesus é tudo de bom e Ele me fará feliz. A plenitude da minha felicidade está nele.
Desculpe-me, mas não estou pregando nem fazendo um estudo bíblico com você, mas estou apenas compartilhando o que me deixou feliz no dia de hoje.
Você teria algo para compartilhar comigo?

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