
Em um dos textos de nossa devocional, Marly e
eu nos deparamos na contramão da teologia contemporânea. Hoje só ouvimos falar
de “vitórias, conquistas, sucessos, enriquecimentos”, sendo que os
“sofrimentos, derrotas, fracassos e pobrezas” tornam-se resultados de uma vida
sem fé e apropriação. O texto que líamos apresentava justamente o valor do
sofrimento como resultado de um aprimoramento espiritual. Imediatamente me
lembrei do texto de Provérbios 17:3:
“O crisol
prova a prata, e o forno, o ouro; mas aos corações prova o SENHOR”.
O texto que líamos era o seguinte:
“Ninguém é
grandemente usado por Deus, sem antes ser quebrado. José sofreu mais que
qualquer outro filho de Jacó. E isto o levou à tarefa de dar suprimento para
todas as nações. Por esta razão o Espírito Santo disse, a respeito dele: “José
é um ramo frutífero... junto à fonte; seus galhos estendem sobre o muro” (Gn
49:22). É o sofrimento que faz dilatar a alma”. Mananciais
do Deserto p. 30.
O foco deste texto na teologia da
prosperidade está na volta por cima das circunstâncias que José experimentou.
Eles alegam: é um vitorioso. Mas a teologia bíblica focaliza o processo de
transformação e não apenas o resultado em si. Este processo envolveu a
violência, rejeição e injustiça para que o coração deste homem atingisse o
potencial de altruísmo e perdão, como exemplo vívido entre os homens do caráter
do próprio Deus.
Entretanto
qual teologia nos é mais aprazível? Por qual proposta você estabelecerá a sua
vida?
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